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Historia

A FAO em Angola
o 1982/1998

A FAO tem estado a trabalhar em Angola desde 1978.
O trabalho começou com vários Programas de Cooperação Técnica (TCP), pela FAO visando apoiar o Governo de Angola (GOA) no fortalecimento do sector agrícola.
Os diferentes projectos TCP implementados entre 1978 e 1988 resumidos abaixo, estiveram ligados com:

• Fornecimento de sementes
• Pescas Continentais
• Campanhas de Vacinação Animal
• Rádio Rural
• Estatísticas agrícolas
• Cinturas verdes
• Programas sobre mandioca
• Crédito agrícola
• Planeamento florestal
• Arroz
• Estatísticas piscatórias
• Aquacultura (granjas piscícolas)
• Mecanização agrícola
• Quadro jurídico da Fauna selvagem
• Protecção das Plantas

Em 1981/1982, através de uma troca de correspondência o GOA aceitou a instalação de uma Representação da FAO em Angola.

Durante este período, a FAO desempenhou o seu papel de Agência Técnica fornecendo assistência técnica a actividades financiadas pelo PNUD.
Entre 1982 e 1989, muitos projectos foram implementados; a atenção principal foi direccionada para:

• Metodologia de organização e gestão
• Produção de alimentos:
• Reabilitação da Fábrica de Leite de Luanda
• Pescas Continentais
• Apoio ao sector de produção de Café
• Formação no trabalho para mulheres
• Apoio à criação de um laboratório de Solos
• Valorização do Parque Nacional de Cangandala
• Criação de um Centro da Apicultura
• Apoio aos laboratórios Veterinários
• Acções contra a desertificação no Tômbua
• Apoio ao centro de formação do Kikuxi para apoio permanente à Agricultura
• Estudo do sector Florestal
• Reforço da unidade de estatísticas do MINAGRI
• Apoio aos Recursos Humanos do MINAGRI
• Participação dos agricultores para o aumento da produção alimentar

Durante o período de 1992/1998 o desenvolvimento de várias actividades no campo foi dificultado pelo conflito armado.

A seguir à assinatura do Protocolo de Lusaka, em 1994, e à estabilização do país, a FAO prestou assistência técnica ao GOA em 1996-97 para preparar uma profunda Revisão da Recuperação Agrícola e das Opções de Desenvolvimento e Necessidades de Investimentos. Esta revisão, realizada pela FAO com o apoio de vários Doadores e Agências (PNUD, BM, FIDA, PAM), produziu um número de recomendações detalhadas sobre estratégias de desenvolvimento agrícola.

De 1986, a FAO começou a apoiar o GOA para o estabelecimento de um sistema de alerta rápido dentro do Ministério do Comércio, que com o tempo levou à criação do actual Gabinete de Segurança Alimentar (GSA) a funcionar dentro do MINADER. Vários projectos visando apoiar o GSA têm sido implementados desde aquela altura até agora.

Entre 1996 e 1998, o MINADER com o apoio da FAO implementou um projecto-piloto para estabelecer a ligação entre a fase de emergência e a fase de transição, com vista a reactivar os serviços de extensão na província do Huambo através da produção, investigação/desenvolvimento em pequena escala de sementes e micro-créditos. Este projecto foi considerado como uma primeira fase do processo de recuperação agrícola no planalto central.


o Durante a última fase de emergência 1998/2003

Em 1998, a FAO abre uma Unidade de Coordenação de Programas de Emergência (link para o site da TCEO: http://www.fao.org/reliefoperations/en/index.html) visando responder às necessidades humanitárias no sector agrícola.

Durante este período, o programa regular da FAO esteve em curso com algumas actividades de projectos TCP e do Fundo Fiduciário para prestar assistência técnica ao GoA em áreas como a reorganização dos serviços de estatísticas das pescas, apoio ao Gabinete de Segurança Alimentar, Reabilitação da Segurança Alimentar na Província do Bengo, Apoio ao Programa de Terras, Apoio ao Desenvolvimento de Pescas Continentais no Bengo e Fiscalização e Controlo das Doenças Transfronteiriças nas províncias do Sul do país. Contudo, as actividades de emergência assumiram a ênfase real nesse período.

A UCPE jogou um grande papel depois da assinatura do acordo de paz em 2002, na coordenação das operações das várias partes envolvidas para se evitar a duplicação e maximizar a cobertura da assistência agrícola. A UCPE trabalhou por intermédio de projectos apresentados nos apelos consolidados para Angola, contando com a contribuição financeira de vários Doadores: Itália, UE, Japão, Suécia, Noruega, Finlândia, OFDA. Algumas actividades foram também financiadas por outras Agências da ONU como o ACNUR, PNUD através do Banco Mundial.

As principais realizações durante a fase de emergência foram:

• A coordenação dos parceiros da comunidade humanitária durante 2 campanhas agrícola (2002/03 e 2003/04), garantindo que em cada campanha fosse distribuído um total de 600.000 kits agrícolas para assistir as famílias mais vulneráveis em todo o país.
• A distribuição durante dois 2 anos de 575 000 kits agrícolas através de 57 ONGs.
• A promoção de redes de multiplicação de sementes de base comunitária e reintrodução de “Sementes perdidas” (girassol, amendoim, soja, etc…), desenvolvimento de pólos de multiplicação de mandioca e batata-doce em 10 províncias.
• O apoio a actividades de posse de terra na província austral da Huíla.
• O apoio ao Gabinete de Segurança Alimentar do MINADER no âmbito do programa regular da FAO para a recolha de dados básicos e síntese de informações sobre a produção de culturas alimentares, a situação agro-meteorológica e condições do mercado.
• O apoio ao Centro Nacional de Recursos Fitogenéticos para a recolha de germoplasma e restabelecimento de uma colecção nacional de germoplasma.
• Desenvolvimento de um projecto de segurança alimentar na província do Bengo
• Apoio às Pescas
• Apoio às Florestas
• Apoio ao Ambiente

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